quinta-feira, 30 de maio de 2013

Filme "Tempo de matar"

O filme que assistimos em sala, conta a história de Carl Lee Hailey, um homem negro, que teve sua filha de 10 anos estuprada por dois homens bêbados e brancos. Choro ao lembrar do sofrimento da pequena Tonya ao se desculpar com seu pai por ter derrubado as compras.
            Ao ver o sofrimento e as dores de sua filha e o fato de ela não poder mais ter filhos no futuro, ele se enche de ira escondendo-se no tribunal e assassinando os dois homens que estupraram sua filha.
            Carl Lee Hailey, procura um advogado renomado que estava em crise financeira de nome Jake Tyler Brigance, que o defende bravamente. A história de Carl Lee, causou a volta do movimento chamado Ku Klux Klan, movimento esse que é a revolta dos brancos contra os negros.
            O filme retrata do preconceito e do racismo e da falta de integridade na Justiça,pois haviam policiais envolvidos no movimento Ku Klux Klan e tem uma cena que me chamou muita atenção onde o Juiz do caso em que Carl Lee estava sendo condenado a morte por assassinato, tenta persuadir o Jake Tyler, para encerrar o caso, assegurando que o acusado sofreria apenas com a prisão perpétua. Ele fala, que é melhor para a esposa de Carl Lee e sua família, terem um pai preso o resto da vida e vivo, do que ser viúva. Sem contar que o promotor de acusação escolhe apenas jurados de cor branca, já sendo uma estratégia contra Carl Lee.
            É notória a frieza com que os negros são tratados, pois no começo do filme os caras que estupraram Tonya de 10 anos, não sofreriam uma pena tão pesada, mas Carl Lee, estava com o estado contra ele.
            Observo também que em ambos os lados tanto defesa como acusação há trapaça, pois ambos buscam informações para desmoralizar as testemunhas ambos agem com má fé. Era uma verdadeira guerra de sangue.
            Por último eu não posso deixar de citar, a brilhante defesa de Jake Tyler Brigance, no final do julgamento, ele conta uma bela história de uma garotinha que vai ao mercado e é estuprada, imagina que essa garotinha poderia ser sua filhinha e no fim faz um comentário que meche com qualquer cristão: “ Imaginem que ela é branca”.
            Sim Carl Lee, saiu vitorioso do caso, mas a que ponto chegou a defesa do Jake Tyler Brigance, o que ele teve que lutar, o que ele abriu mão, o que ele quase perdeu, o que ele perdeu, para ganhar o caso? Ele vivia em um estado de puro racismo, onde a lei que foi feita para todos de igual modo não era cumprida.
            Eu entendo a dor de Carl Lee, entendo também que ele não deveria ter matado os estupradores, mas a minha revolta é com o racismo mostrado no filme, eu acho que Carl Lee não estava sendo julgado por assassinato e sim condenado por ser da cor negra. 

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