segunda-feira, 4 de março de 2013

A Sociologia e a Revolução Industrial *-*


No século XVIII a sociedade passou por diversas transformações devido aos efeitos causados pela Revolução Industrial. Esse evento ocasionou várias modificações culturais que perduram até os dias atuais.
              Em pouco tempo a humanidade foi presenciando muitos acontecimentos, na Europa mesmo, aquele cenário de aldeãos cheios de habilidades na área agrícola, nos serviços artesanais, foram se tornando sem utilidades, todos estavam emigrando para as minas ou para as cidades fabris, estes se tornavam os operários enquanto surgia também uma nova classe de empreiteiros profissionais e empresários.
                Com essa mudança da realidade, surgiram novos problemas sociais, cujas ciências sociais que já existiam, não conseguiam explicar, surge à necessidade de uma nova ciência para estudar esses novos acontecimentos, então no século XIX nasce a Sociologia, para entender, tratar e estudar esses fenômenos sociais.
                Denominamos de Revolução Industrial, um conjunto de invenções e inovações que modificaram a produção dos bens, causando um crescimento irreversível. Esse acontecimento transformou a economia Inglesa que antes era agrária e passou a ser industrial, produzindo muito em pouco tempo e com menos custos. Ano entre 1760 e 1820.
                A Indústria Algodoeira foi a primeira responsável pela ascensão da Revolução Industrial Inglesa. A produção de tecidos foi multiplicada graças à implantação de teares mecânicos. Mas o que realmente revolucionou foi a siderurgia, pois com sua tecnologia, repercutiu em todo o desenvolvimento industrial. Houve o aperfeiçoamento capaz de melhorar a fundição do ferro, criando novas máquinas e melhorando técnicas já existentes. Foi o ferro que desenvolveu as ferrovias revolucionando o sistema de transportes, fazendo surgir técnicas de pavimentação e possibilidades de intercâmbio.
                A Revolução é também caracterizada pela substituição do trabalho humano, pelo uso de máquinas, que produzem muito mais e com menos custos do que a junção de grupos no sistema artesanal e doméstico.
                Com todo esse desenvolvimento, vem à necessidade de organização do trabalho. Adam Smith em sua obra A Riqueza das nações (1776), cita que com o trabalho organizado e com as tarefas divididas, os operários com um fio metálico, realizam até 18 operações distintas produzindo até 4800 alfinetes, enquanto que um operário isolado, não produziria mais que 20.
                Mas existem alguns pontos negativos em todo esse crescimento. O trabalho era repetitivo, existia o empobrecimento intelectual, que aumentava cada vez mais, com isso nota-se que o aumento da produtividade dava-se graças à organização do trabalho, as tarefas repetitivas e não ao aumento intelectual do operário. Antigamente existia o grêmio para o mestre de ofício, mas isso se tornou desnecessário, o que as indústrias necessitam, era de rapidez, nos processos, com isso mulheres e crianças, que viviam de maneira miserável, ingressavam com frequência nas indústrias.
                O proletariado foi crescendo, ou seja, aumentou o número de operários que recebiam aquilo necessário a sua sobrevivência. Cargas horárias absurdas entre 14 e 16 horas por dia, uma atmosfera de trabalho repetitivo, com ruídos, fumaça e ambiente insalubre.
                O cenário no campo era de dificuldades e muitos camponeses, abandonavam ou vendiam suas terras para se mudarem para o meio urbano. Com isso e a falta de adaptação aos novos métodos de vida, muitos foram os problemas enfrentados pela sociedade como pobreza, doenças, prostituição, alcoolismo e aumento da violência.
Um fato interessante foi o movimento dos Luditas, que eram alguns operários que foram substituídos pelas máquinas, e tinham a ideia de que era necessário destruir a máquina que o substituíra.
Essa mudança do campo para o meio urbano causou uma acelerada no crescimento das cidades. Em Londres, por exemplo, o aumento entre 1790 e 1841 foi de 1 milhão de habitantes, para 2,5 milhões.
Então como qualquer outro fator social, a Revolução teve seu lado positivo que foi o aumento da produtividade, mas também teve o lado negativo, da má utilização da mão de obra. Essa série de acontecimentos foi que fez com que existisse a Sociologia.

7 comentários:

  1. Sério, nunca vi uma pessoa que conluí um texto, cujo título relaciona a sociologia com a revolução industrial tãoo mal! Essas faculdades particulares são uma vergonha. PQP!
    Ps: o texto sobre a história da revolução ficou ótima, mas se a ideia era relacionar, falhou total!

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  2. Ok querida, obrigada por sua opinião!

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  3. pow mim ajudou bastante , quem esta achando ruim pq não faz algo melhor ??

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    1. Que bom que te ajudou! Fico feliz por contribuir! Abraço!

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  4. o que vc diz sobre o comentário eric hobsbawn?

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  5. Parabéns, você foi muito didática em seu texto, era o que eu precisava!!

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    1. Que bom Rafael! Fico feliz por ter contribuído!

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